ISSN 1519-7670 - Ano 14 - nº 576 - 9/2/2010
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Quando os jornais se lixam para o leitor
Postado por Luiz Weis em 7/5/2009 às 09:35:30
 
 

Nem a Folha, nem o Globo, nem o Estado, para ficar nos três principais diários nacionais, se deram o trabalho de informar quem é o deputado Sérgio Moraes, que está na primeira página das suas edições desta quinta-feira, 7.

Ele fez por merecer. Relator, no Conselho de Ética da Câmara, do processo por quebra de decoro contra o colega Edmar Moreira – o dono do castelo de R$ 25 milhões suspeito de embolsar parte da verba indenizatória a que tem direito para reaver gastos autorizados –, Moraes sustenta que Edmar não fez nada de errado.

E pôs para fora o que provavelmente uma ampla maioria dos parlamentares brasileiros pensa mas não diz:

“Estou me lixando para a opinião pública.”

Foi assim que respondeu à pergunta de um jornalista se não temia que pegasse mal para ele a absolvição prévia que concedeu ao deputado-castelão que apresentava notas de despesas com serviços de segurança pessoal prestados por firmas de sua propriedade.

Moraes fez mais do que se lixar. Explicou por que:

“Parte da opinião pública não acredita no que vocês [jornalistas] escrevem.” E produziu uma frase em que jornalistas, cientistas políticos e eleitores deviam prestar muita atenção:

“Vocês batem, mas a gente se reelege.”

Pouco antes, na abertura da sessão do conselho, ele já havia soltado os cachorros na imprensa:

“Podem me atirar no fogo que não tenho medo. Tenho sete mandatos e seis filhos [sic], minha mulher é prefeita. Não é pouca vergonha eu estar aqui. Pouca vergonha são aqueles que nunca concorreram a nada se intitularem patronos da ética e da moral, é um jornal que não recolhe impostos, é bater no trabalho infantil e usar crianças em novelas.”

Pouca vergonha é o leitor não ser informado de quem se trata o nobre parlamentar. Folha e Estado, burocráticos a mais não poder, só lhe acrescentaram ao nome as siglas inevitáveis que designam o partido e o Estado de um parlamentar. No caso, PTB e RS.

O Globo ainda deu que, no ano passado, Moraes defendeu o fechamento do Conselho de Ética; que a sua mulher, Kelly, é prefeita no interior do Rio Grande do Sul – onde, onde? –; que o casal tem problemas com a Justiça, “inclusive investigação sobre suposto envolvimento com uma casa de prostituição”; e que tramitam oito processos contra ele no Supremo Tribunal Federal.

Mas o que interessa é a sua trajetória, os sete mandatos que o credenciam a dizer que “vocês batem, mas a gente se reelege”.

De fato, ele se reelegeu vereador em Santa Cruz do Sul, na região do Vale do Rio Pardo, em 1988, deputado estadual em 1994 e prefeito da mesma cidade em 2000. Em 2006, chegou à Câmara federal com 86 mil votos.

Com a folha corrida que tem [lveja o que diz o Projeto Excelências] ele pode servir de exemplo do alcance frequentemente limitado do escarcéu da imprensa sobre as baixarias dos políticos para as frondosas carreiras de tantos deles.

Mais uma razão para, como diria o deputado, bater nos jornais de hoje por não terem contado a história do sucesso dessa triste figura.

Comentários (39)
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Ze da Silva  Brasileiro, Bancário Aposentado (Belo Horizonte/MG)
Enviado em 13/5/2009 às 17:23:03

Sou um sexagenário possivelmente ultrapassado e posso estar equivocado mas eu, particularmente, não voto em candidatos apadrinhados pela mídia. A impressão que tenho é que os acordos entre os poderes político e midiático sempre foram lesivos aos interesses nacionais. Um exemplo foram as privatizações suspeitas e desastrosas do governo Fernando Henrique, feitas com a cumplicidade e total ausência de fiscalização pelo poder midiático. Outro exemplo foi o comportamento vergonhoso da mídia brasileira no golpe constitucional que permitiu a reeleição de FHC. A situação atual me parece mais interessante. O poder político federal e o poder midiático não se bicam e isso é muito bom. No jogo do poder, o poder político sofre uma marcação implacável e às vezes até desleal do poder midiático, todavia. por mais que a mídia invente, acrescente, falsifique e minta descaradamente, ela não está deixando de cumprir o seu papel de fiscalização do poder político.
Dimas J Trindade  Trindade, Professor (São Paulo/SP)
Enviado em 9/5/2009 às 01:14:05

Este é um dos grandes problemas da imprensa: confundir a opinião pública com a sua própria opinião. A bem da verdade há muito que caminham em direções bastante opostas. Independente de quem seja o deputado, mesmo que seja um corrupto da pior espécie, envolvido com a prostituição ou qualquer outra atividade ilícita, a sua fala está sendo distorcida e isto é inaceitável. Ao se utilizar deste recurso a imprensa acaba desmoralizada. Os ultimos acontecimentos e outros, não tão recentes, envolvendo-a são altamente desabonares e criam um clima de suspeita.
Otaciel  de Oliveira Melo, Professor (Fortaleza/CE)
Enviado em 8/5/2009 às 20:26:18

O problema é que a indignação da imprensa é seletiva e "sazonal". Exemplo? Por que bater no Bolsa Família em vez de publicar uma relação com o nome dos políticos envolvidos nas falcatruas? Poderiam publicar o nome e também a sigla do partido e do Estado da Federação do ilustre trambiqueiro, ao lado. E por que não fazem isso? Esse é o grande problema: os escândalos e os nomes envolvidos só aparecem quando são para atingir certos políticos/partidos, e beneficiar outros. O "escândalo" das passagens aéreas envolvendo parlamentares do Congresso, é outro exemplo: por que a utilização indébita das passagens, há décadas do conhecimento até do mundo mineral (como diria o Jornalista Mino Carta), só veio à tona agora? E por que poupar o Gabeira, quando ele está (esteve?) metido nisso até o pecoço? Quer dizer, fica todo mundo escondendo a notícia até que um Ali Kamel da vida decrete que está na hora de soltar os cachorros em cima de quem não cede (ou finge não ceder) às pressões da Globo. E no final disso tudo a mídia ainda se faz de boba ao "não entender" o porquê de no Estado de São Paulo o Maluf continuar gozando de tanto prestígio junto ao eleitorado. Em outras palavras, como conhecer os maus políticos se até o espirro está sendo politizado no Brasil.
Euclides  Rodrigues de Moraes, Bancário (João Pessoa/PB)
Enviado em 8/5/2009 às 18:06:15

Sr. Luiz Weis, Posso até entender que o Senhor como jornalista, procure defender a sua profissão, mas querer que nós acreditemos ou aceitemos órgãos da imprensa, que mentem e distorcem as informações até no caso em que pretendem se defender de um ataque, no caso desse Deputado, pois a frase que ele proferiu não foi “Estou me lixando para a opinião pública.” mas “Estou me lixando para o que você escrever no globo.” mediante a ameaça proferida pela repórter, a não ser que o Senhor entenda que os órgãos de imprensa são a opinião pública aí sim ele ofendeu. Contudo, pelo menos no meu caso eles não refletem, ou refletiram, em momento algum a minha opinião, - ou o Senhor acha que eu possa conceder a uma imprensa que deu voz e guarida a ditadura que assolou este País, embora para a folha seja ditabranda! -, que me represente em qualquer circunstância. (Escrevi o nomes próprios em minúsculas propositalmente)
Sergio  Ribeiro, bancário (São Paulo/SP)
Enviado em 8/5/2009 às 17:51:08

Estamos fritos e mal pagos. O corregedor da câmara é eleito para corrigir, mas disse que não corrigirá o colega. Após esse escândalo, é determinado um relator que fala que não vai cassá-lo e se lixa para a opinião pública. E quem vai cassar o relator? Terá ficha igual a dele ou pior. O congresso brasileiro parece cada vez mais uma sucursal do fim da picada, lixo irreciclável. O que chamaria a atenção para o debate que sempre se propõe no OI é a dissociação da opinião pública e o tal público que elege, quando os dois deveriam ser as faces de uma mesma moeda. Churchill dizia que opinião pública não existia, mas opinião publicada; Nelson Rodrigues a representa em seu Álbum de Família como uma visão superficial do mundo. Seja o que for, a sociedade e a imprensa precisa discutir sua verdadeira efetividade.
Luiz  Reis, bancário (Vitoria/ES)
Enviado em 8/5/2009 às 15:13:41

Perfeito quando algum colega abaixo fez a relação da fala do deputado com a fala do presidente do stf, perfeito! É exatamente a mesma coisa... O deputado é um idiota e mereceria a cassação apenas por esse comentário, sem nem precisar investigar outros pontos de sua "folha corrida". Mas que a grande imprensa de hoje é tão suja quanto os políticos isso não tenho a menor dúvida. Se há excessões, também as há entre os políticos. Nesse história toda infelizmente não tem mocinho...
Patrícia  Nogueira, artesã (Rio de Janeiro/RJ)
Enviado em 8/5/2009 às 13:23:31

Ele disse que se lixa para a imprensa. Nós também.
José Carlos Dias  Santos, povo (Feira de Santana/BA)
Enviado em 8/5/2009 às 13:11:07

Sou a favor do financiamento publico e da lista fechada. Desde que todos os políticos não possam ter um terceiro mandato. Acho que seria realmente uma maneira de controlar tanta corrupção. Vamos acabar co releição de todos os politicos, Vamos lutar pelo financiamento publico, porque não a lista fechada.
Elpidio  Coutinho, advogado (Rio de Janeiro/RJ)
Enviado em 8/5/2009 às 12:40:27

Quem é mais cara de pau: a Folha de São Paulo que publica uma notícia baseada em uma falsificação e posteriormente faz um "nós erramos" sem admitir que errou, ou deputado gaúcho ? A imprensa caminha a passos rápidos para se tornar tão desacreditada quanto a classe política.
Gersier  Lima, Radialista (Montes Claros/MG)
Enviado em 8/5/2009 às 09:02:50

“Parte da opinião pública não acredita no que vocês [jornalistas] escrevem.” Será porque a globo escondeu essa frase nos seus “noticiários”?
Paulo  de Almeida, - (-/IN)
Enviado em 8/5/2009 às 04:12:52

O deputado tem razäo p encarar a mídia, como quem conhece seu eleitorado. É assim, tem gosto p tudo. E além disto existe a dificuldade crescente... de "separar o joio do trigo", teoria e prática, ficcäo e realidade, e esta dificuldade tem tudo a ver com a inutilidade da mídia, que como qualquer outro ramo do mundo moderno, tem se perdido num intelectualismo que se distancia cada vez mais do cidadäo de carne e osso, de seus problemas e solucöes. A mídia perdeu a alma, o fio da miada, e nesta de apostar todas as cartas em política, cai num abismo, pois o mundo näo se resume na distorcida visäo de quem se elegeu. Eleicäo é uma piada. E ao meu ver o único jeito de cortar as asas destes políticos é diminuir o poder deles. Diminuir a máquina pública, a centralizäo. A gente tem que se unir contra esta laia maldita: Greve geral já!
Sidnei  Brito, Servidor Público (São Paulo/SP)
Enviado em 8/5/2009 às 00:27:26

Cá entre nós, a imprensa bem que merece as cutucadas do deputado cara-de-pau, não?
ubirajara  sousa, psicólogo (slz/MA)
Enviado em 7/5/2009 às 23:01:27

Apenas uma perguna: e aImprensa, não está se lixando para a população brasileira?
Marcos Chaves  Chaves, Func. público (Belo Horizonte/MG)
Enviado em 7/5/2009 às 21:50:50

E ele não está com a razão no que concerne à imprensa? Além de suas credenciais que o (des) qualificam como representante do povo terá sido demais dizer o que muitos cidadãos brasileiros com poder de representação não tiveram a coragem, a ousadia e a desfasatez de dizer com todas as letras? O Brasil precisa mudar, pois do jeito que está não há credibilidade nem reputação que se sustente diante de tão horrendo quadro de cinismo, tanto dos congressistas quanto da nossa mídia carniceira.
alfredo  sternheim, jornalista-cineasta (são paulo/SP)
Enviado em 7/5/2009 às 20:41:11

S. Moraes disse o que vários outros colegas de Congresso não dizem e fazem: está se lixando para a opinião pública. Mas a imprensa tem sua culpa em só dar ao donodo castelo a maior parte do espaço destinado a corrupção no Congresso. Suplicy e Gabeira, dois sujeitos considerados honestos e inteligentes, também deram suas pisadas de bola na ética e o espaço dado a essas mancadas foi bem menor. Outros nem aparecem. Suplicy ganhou bom espaço para se defender, ele que já tinha exagerado ao pagar 9 mil por mês (segundo O Estadão)para um economista ser seu assessor. Só que o economista ficava em SP dando aulas. Um senhor salário que revela a alineação do senador (em que votei) que tanto fala em distribuição de renda. E essa história da passagem para anamorada e outros? Suplicy diz que não existia regulamentação, mas assim mesmo vai devolver a grana. Será que ele é ignorante, não tem um mínimo de inteligência ética a respeito do uso de dinheiro público? As passagens não foram feitas para outros e sim para os congressistas se locomoverem entre os estados e, talvez, para o exterior. E afinal, que raio de congresso na China era esse que precisou levar namorada-jornalista? Não adianta devolver o dinheiro, Gabeira e Suplicy. esses atos, assim como os de outros congressistas e a omissão de certos jornalistas políticos (um deles com o rabo preso no senado) já destruiram suas reputações.
Renato  Chagas, jornalista (São Francisco de Itabapoana/RJ)
Enviado em 7/5/2009 às 20:36:43

Embora sendo jornalista, concordo com a frase proferida pelo deputado: “Estou me lixando para a opinião pública.”. Afinal, percebe-se, que a imprensa, paulatinamente, vem exercendo o seu ofício de forma leviana, partidária, logo, irresponsável. Dessa forma, esta não surte efeito sobre a opinião pública. Pois o leitor é um aspecto secundário, e, por vezes, uma apêndice. Em se tratando de política, está bem explícito o tratamento superficial dado aos fatos, os quais a sociedade, por sua vez, tem direito de saber.O deputado disse uma outra frase instigante “Vocês batem, mas a gente se reelege.” Esta frase suscita reflexões acerca da credibilidade da imprensa: Será que o povo acredita no que imprensa informa, já que não dão crédito as críticas e/ou denúncias que a mídia faz com relação aos políticos? A resposta é bem simples: cada vez acentua –se o descrédito para com a mídia, reflexo de uma despreocupação com o leitor,em suma, com a sociedade.
Ana Carolina  Santos, Estudante (Campos/RJ)
Enviado em 7/5/2009 às 20:36:37

Fácil mesmo é culpar a imprensa por tudo de ruim que acontece em nossa socidade.Há quem diga que política e imprensa andam juntas,que ambas são "sujas" e se vendem por qualquer tostão. Considero que desde sempre política é sinônimo de sujeira. Os veículos erraram sim,mas tem alguém que errou muito mais nisso tudo aí!Definitivamente,o tal deputado é notícia,mas o que o faz ser notícia?Sérgio Moraes possui um vasto currículo político que pode muito bem ser equiparado com os crimes cometidos por ele. Enfim,defendo que a culpa não é da imprensa,dos formadores de opinião.Pessoas de caráter duvidoso como o parlamentar são a maioria no meio político. Afinal,Sérgio Moraes só está onde está porquê muitos votaram nele! A imprensa sabe bater e bate mesmo,só que os tolos reelegem esses crápulas que continuarão sempre se vendo no direito de culpar os jornalistas por toda a "injustiça" cometida contra essas pobres criaturas que pouco [ou nada] sabem sobre ética e moral.
Herval  Machado, advogado (campos dos goitacazes/RJ)
Enviado em 7/5/2009 às 20:16:57

Lamentável mas esse é o perfil do político brasileiro. Não concordo em criticar a imprensa, esse tipo de político é uma rotina. Não me espanta, moro numa cidade onde o prefeito no ano de 2008 esteve afastado da prefeitura por 43 dias e mais de 20 pessoas saíram da cidade presos pela Policia Federal por motivo de corrupção. A Câmara Municipal não ficou fora dessa, o prefeito tinha maioria e os vereadores eram seus comparsas. A imprensa local tinha seus interesses, não concordo em responsabilizar a imprensa. Seu artigo foi informativo e esclarecedor, não conhecia o currículo desse deputado.
Silvana  de Fátima Venancio, estudante (Campos dos Goytacazes/RJ)
Enviado em 7/5/2009 às 20:11:07

O artigo diz que o jornal se lixa para o leitor, que não informa sobre o que está acontecendo na sessão do conselho de ética da câmara. È verdade, só sai alguma coisa nos jornais quando fica muito evidente, quando sai uma "bomba" que abala Brasília. Mas também é verdade que uma boa parte da população não quer nem saber de política, não está interessado; por isso o nobre deputado Moraes é tão seguro em dizer que se lixa para a opinião pública. Quantas vezes pulamos a parte de política dos jornais, mudamos de canal quando na TV quando passa a sessão da câmara? Na verdade, tem um canal para isso, e povo não está nem aí. Devemos nos interessar mais sobre a política, saber o que está se passando e não ficar reclamando de quatro em quatro anos, A partir daí, a imprensa também vai fazer a sua parte, que é necessária, de mostrar o que esses verdadeiros pilantras estão fazendo, e nunca mais vão ter essa ousadia de dizer que pouco se lixam para a opinião pública.
Geraldo  Silva, servidor (Belo Horizonte/MG)
Enviado em 7/5/2009 às 20:10:14

No meio musical existe uma máxima de que todo crítico musical é um músico frustrado, por isso ele desse o cacete no trabalho dos músicos de sucesso. Eu acho que essa máxima se aplica no meio político. Todo jornalista político é um político frustrado, por isso sua vida é meter o pau nos políticos. Voltando à área musical, enquanto nós os leitores de jornais e revistas, que nos julgamos a reserva intelectual do país, em sintonia com os críticos musicais, também torcemos o nariz para muitos músicos, o povão alheio a isso tudo compra seus CDs e lota os shows. No mundo político acontece o mesmo, Nós ´intelectuais´, influenciados pelos jornalistas metemos o pau nos poliíticos, falamos que eles são a vergonha do país (como se eles não viessem da sociedade, ora se a sociedade só produz políticos que não prestam, então existe um problema nessa sociedade -mas isso é outro assunto), que esse é pior congresso da história, e por aí vai. Mas o povo alheio a isso tudo continua votado nesses políticos, como confirmou o Sr. Sérgio Moraes.
Alberto  Rosa, Assistente (Porto Alegre/RS)
Enviado em 7/5/2009 às 19:59:23

Sou gaúcho. E estou morrendo de vergonha de ser do mesmo estado desse deputado (em letras bem minúsculas). Preciso admitir que o tablóide Zero Hora, representante-mor de um pensamento direito-elitista que temos por aqui, baixou o pau nele. merecidamente. Afinal, será que o fumo de Santa Cruz está afetando a "cabeça" da população? Como elegeram esse cara? Que coisa....
alvaro  marins, professor (Rio de Janeiro/RJ)
Enviado em 7/5/2009 às 19:12:56

Não entendi o espanto do articulista. Desde quando a mídia tem algum tipo de compromisso com a informação e os leitores? Que eu saiba, há muito tempo isso não faz parte de sua atividade fim. Ao que me consta, a mídia elabora teses; se os fatos não confirmam suas teses, danem-se os fatos. Ah, sim. Ía me esquecendo; de vez em quando a mídia testa hipóteses, segundo um conhecido teórico contemporâneo que se debruçou sobre o assunto.
dante  caleffi, publicitário (rio de janeiro/RJ)
Enviado em 7/5/2009 às 18:47:14

A imprensa falhou,no que era seu mister:informar,detalhar, até para consolidar as criticas ao deputado ou confirmá-las...Mas aí, é querer o impossível. Atem-se apenas, na"expressão bombástica", do nobre parlamentar. E, daí ,não saem. repetem "ad nauseam",em todos os veículos,analisando isoladamente a intempestiva afirmação. Será que o OI,não poderia contribuir reduzindo a oligofregnia da mídia?
Jéfte  Fernando, Estudante (Cabo de Santo Agostinho/PE)
Enviado em 7/5/2009 às 18:08:20

Trata-se de uma ´culpa conjunta´. A imprensa tem sim uma grande culpa no cartório. Por motivos diversos a imprensa se omite em momentos nos quais deveria esclarecer a opinião pública... Mas a população passiva e conformada tem a culpa de não exercer seu direito[dever]. E ainda há outro fator: A massa ignara, na maioria dos casos, não retém a informação, apenas o nome. E com essa explosão da mídia sem a preocupação de um maior esclarecimento, aumentam as chances de um bandido voltar ao poder... E com essa baderna que chamamos de Justiça ´dando uma espiadinha pra fora da venda´, a coisa afunda mesmo...!
Eduardo  Patriota Gusmão Soares, Analista de Sistemas (São Paulo/SP)
Enviado em 7/5/2009 às 17:44:34

Eu tenho medo de que o "digníssimo" deputado esteja correto: “Parte da opinião pública não acredita no que vocês [jornalistas] escrevem.” Conheço POUQUÍSSIMOS brasileiros na minha faixa etária que leem sobre política e ainda MENOS os que se importam com ela. Eu continuo dizendo que, para infelicidade de nós, bem informados, o povo brasileiro tem a classe política que MERECE. Este cara teve 87 MIL votos? Então ele é legítimo e representa SIM o povo daquela região. Triste para o Brasil e angustiante para quem vê tudo isso e nada pode fazer, porque ele tem tudo para se reeleger, tenho certeza...
carlos  anselmo, engenheiro (fortaleza/CE)
Enviado em 7/5/2009 às 16:27:00

caro weis e se esse rapaz fosse representante do nordeste? será que passaria em brancas nuvens pelos jornalões e redes televisivas? ora, me comprem um bode! abçs
Paulo  de Allmeida, - (-/IN)
Enviado em 7/5/2009 às 15:45:25

Depois de morar dez anos fora, até pouco tempo eu ainda alimentei o sonho de um dia voltar para o Brasil. Hoje eu tenho medo, e apesar de ter um vínculo emocional com minhas raízes, nao tenho mais coragem de empurrar meus filhos num sistema täo viciado que näo dá sinal de melhoras. Os políticos, assim como as pessoas (inclusive umas que eu amo) se acostumaram com a corrupcäo, e parece que vai ser demorado transformá-la. A política ficou muito parecida com uma sócio-demagogia generalizada. E o tal deputado teve a coragem (ou o vacilo...) de ser franco, e revelou uma postura comum que o Alceu Valenca gravou numa música que retratou a cena há décadas: Estou montado no futuro indicativo / Já näo corro mais perigo e nada tenho a declarar / Terno de vidro costurado a parafuso / O papagaio do futuro näo pára mais de voar...
MAGNO FERNANDES  DOS REIS, jornalista e critido de arte (san cristobal de las casas. Chiapas Mexico/MG)
Enviado em 7/5/2009 às 14:43:09

Os jornais deixam a historia escapar entre os dedos. Com a desvalorizaçao e espetaculaçao da noticia - ou leitor desaparece ...
Luiz  Serenini, Professor (Goiânia/GO)
Enviado em 7/5/2009 às 14:23:39

Vejam que é o mesmo comentário do ministro Gilmar Mendes sobre não dar ouvidos a alguém da esquina. Será só coincidência?
Marcelo  Ramos, Publicitario (São Paulo/SP)
Enviado em 7/5/2009 às 13:54:24

A imagem da imprensa está caída faz tempo. Para o povo em geral a imagem da imprensa comoçou a ficar comprometida durante o suposto mensalão. Politicos de diversos partidos mas a imprensa só batia no governo. Aí o Zé Povinho pensou (coisa rara): "ué, uma porção de envolvidos e porque a imprensa so fala mal de alguns?" Essa linha de raciocínio já é conhecida. Os formadores de opinião não formam mais opinião. Por exemplo, está acontecendo agora uma não-notícia: é o mensalão da oposição, envolvendo Fiesp, empreiteiras, uma festança, tudo com verba não declarada de campanha... e nada de noticia nos grandes jornais. O erro dos donos do poder é achar que o Zé Povinho vai ser burro pra sempre. Até assassinato de reputação a imprensa já fez, com pessoas bem melhores do que essa figura que desafiou a imprensa. Porque não faz de novo? Sei lá, talvez ele seja amigo de um Marinho, ou Frias... vai saber.
Fábio  de Oliveira Ribeiro, advogado (Osasco/SP)
Enviado em 7/5/2009 às 12:16:01

O mesmo se aplica as redes de TV. Onte nenhuma delas viu a manifestação contra Gilmar Mendes na praça dos três poderes. E o Judiciário, meu caro, é um problema antigo e persistente. Na verdade o Judiciário é o único poder que não sofreu nenhuma reforma severa desde os tempos da Constituição do Império. A mentalidade de muitos juizes brasileiros ainda é colonial. Alguns chegam ao absurdo de acreditar que estão acima da Lei e que o Direito é algo que emana de suas augustas pessoas e não da vontade popular que instituiu a norma por intermédio do Congresso Nacional. Em outra oportunidade disse que no Brasil o crime compensa se você usar toga http://www.revistacriacao.net/crime_compensa.htm Tudo que disse continuaria válido com ou sem Gilmar Mendes no STF. Você bem que podia cutucar as redes de TV que não viram a a manifestação citada.
Josias  do Camo, pedreiro (Macapá/AP)
Enviado em 7/5/2009 às 11:46:15

Ás veze seu tenho nojo do povo brasileiro.. que Deus me perdoe essa metáfora! Quando será que vão levar a vida um pouco mais a sério e parar de votar nesses nojentos corruptos e sarcásticos?
Renata  Mendes, jornalista (sampa/SP)
Enviado em 7/5/2009 às 11:43:16

Desculpe-me, mas desse vez preciso fazer uam grande ressalva: A culpa nesse caso está longe d ser só da imprensa. Infelizmente o deputado está certo... eles [ ] e o povo vota neles... de só uamolhadinha de queme stá no nosso Congresso hoje... não preciso nem citar nomes né! Por favor. A imprensa tem culpa? Sim, grande culpa, por todos os motivos que ja conhecemos. Ela poderia facilitar as coisas e ajudar a esclarecer a opinião pública. Mas longe disso... o culpado é o próprio povo brasileiro, que não tem vergonha de votar em quem "rouba mas faz". Talvez por que 75% deles comteriam algum delito se estivessem no poder... Talvez hava aí grande conivência, e é muito fácil culpar a imprensa, quando o buraco é beeeem mais embaixo! Isso é um rombo na nossa educação... escolas, encio de base.. cultura... são os valores invertidos... A imprensa poderia ajudar mais, sim... mas... não é o caso de achar que a culpa é só dela não... o buraco é BEM MAIS EMBAIXO! E olha que eu sou crítica fervorosa dos grandes veículos de comunicação em... vide meus comentários aki neste OI. No entanto, uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra coisa...
Paulo  Trindade, Secretário (São Paulo/SP)
Enviado em 7/5/2009 às 11:28:12

É lamentável Weis, mas podemos dizer que 90% destes deputados e senadores eleitos pelo POVO, fazem parte de [ ] e corrupta que agora como este senhor falam abertamente a Imprensa com desdém, é lamentável..........
Mailia  Pande, jornalista (Sao Paulo/SP)
Enviado em 7/5/2009 às 11:12:36

O maior problema das redações é que os chefões so pensam no que colocar na primeira pagina para vender mais, e nem se dão ao trabalho de avaliar a qualidade das reportagens... Ja os reporteres, são tão extremamente sobrecarregados, pois cada vez as redações são mais enxutas, que nem tem tempo de refletir sobre o que estão escrevendo e acabam se esquecendo de incluir as informações que fariam toda a diferença para o leitor... Seria necessario que os jornalistas tivessem tempo de refletir sobre suas matérias...
Eugenio Pacelli  Pacelli, fotografo (Uberlândia/MG)
Enviado em 7/5/2009 às 11:07:54

É revoltante de fato. Temos muito que evoluir até ficarmos livres de tantos politicos sujos. E a culpa maior cabe ao fisiologismo dos partidos e das leis que eles mesmos produzem em benefício próprio. Para serem legisladores deveriam ser capazes no mínimo de interpretarem e produzirem textos. Para se candidatarem a representates do povo deveriam ter ficha limpa. Afinal, quando é que os políticos terão coragem de votarem contra si mesmos? A imprensa deve continuar fazendo seu trabalho de informar. É nossa única chance.
Elymar  Cardoso, aposentado (Rio de Janeiro/RJ)
Enviado em 7/5/2009 às 10:45:40

Sabem porque: a imprensa está tão dessmoralizada que ninguém acredita mais no que ela diz. Como acreditar, por exemplo, na Folha depois da fraude da ficha da Dilma ? Será que é verdade tudo que a imprensa diz deste Deputado ? Ele disse, também, citando o caso Gabeira, que a imprensa ficou toda comovida e tentou justificar,pois Gabeira, por ser jornalista, é o queridinho dela. Até o Jabor fez uma defesa exuberante do Gabeira, tentando mostrar a diferença dele para outros, quando cometeram os mesmos erros. A imprensa quando bate está falandoa verdade ?
Erick  Cerqueira, Estudante (Salvador/BA)
Enviado em 7/5/2009 às 10:16:31

Sabe o que é pior, Weis. Vocês batem, mas eles se reelegem mesmo". Só pra citar o mais famoso dos casos baianos, o finado senador ACM fraudou o painel do senado, foi pego em esquema de grampos telefônicos ilegais nos telefones dos deputados de oposição e sabe o qua aconteceu?? Ele renunciou e depois voltou "nos braços do povo (segundo palavras dele mesmo". A culpa não é dele, é de quem vota...
José  Ferraz, aposentado (Brasilia/DF)
Enviado em 7/5/2009 às 10:11:57

Imprensa versus políticos. É o caso típico do sujo falando do mal lavado. Incluir nessa sujeira os empresários grandes e pequenos, funcionários e pessoas comuns. Cada qual com o seu limite de abocanhar alguma coisa.
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Luiz Weis
Jornalista, pós-graduado em Ciências Sociais 
pela USP, onde lecionou Sociologia da Comunicação. Escreve no Observatório da Imprensa e no jornal "O Estado de S.Paulo". Entre outras atividades, foi redator-chefe das revistas "Superinteressante" e "IstoÉ", editor-assistente da "Veja", editor político e apresentador do programa "Perspectiva" da TV Cultura, editor nacional da "Visão" e editor de assuntos especiais da "Realidade". É autor, com Maria Hermínia Tavares de Almeida, de "Carro-zero e pau-de-arara: o cotidiano da oposição de classe média ao regime militar, in "História da Vida Privada no Brasil", Lilia Moritz Schwarcz (org.), 1998, e do perfil político de Vladimir Herzog (sem título), in "Vlado — Retrato da morte de um homem e de uma época, Paulo Markun (org.), 1985. Recebeu o Prêmio Esso de Jornalismo Científico, em 1990.


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